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MICA 2026 reúne especialistas para debater manejo, sanidade e inovação na cultura do arroz

Evento reuniu especialistas para debater solo, manejo, desafios fitossanitários, sementes, genética e inovação em terras baixas.

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O Instituto Rio Grandense do Arroz - Irga realizou, nos dias 25 e 26 de agosto, na Estação de Pesquisa de Cachoeirinha, o MICA 2026 - Manejo Integrado da Cultura do Arroz. O encontro reuniu pesquisadores, técnicos e especialistas para discutir temas relacionados aos sistemas de produção em terras baixas, com destaque para qualidade do solo, manejo das culturas, desafios fitossanitários, sementes, genética e inovação. 

Solo, manejo e produção 

A programação começou com a abertura institucional e a apresentação do prognóstico climático para a safra 2026/2027, conduzida pela consultora  do Irga, Jossana Cera. 

Na sequência, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e consultores do Irga, abordaram temas relacionados aos sistemas produtivos em terras baixas, como agricultura regenerativa, qualidade e saúde do solo, integração lavoura-pecuária e emissão de gases de efeito estufa. 

Durante a tarde, especialistas do Irga trataram da atualização do manejo das culturas, com conteúdos sobre manejo do solo e da fertilidade, cultivo de arroz no Projeto Sistema RS 14, manejo da soja, milho irrigado e pastagens de outono-inverno e primavera-verão. A rotação de culturas também ganhou destaque no contexto da produção em terras baixas. As projeções oficiais para a safra 2026/2027 indicam intenção de semeadura de 861.778 hectares de arroz irrigado e dados apresentados na 49ª Expointer confirmam mais de 431.013 hectares de soja no Estado. A presença da soja nas áreas de terras baixas contribui para a diversificação dos sistemas produtivos e pode trazer benefícios agronômicos e fitossanitários para a produção de arroz. 

A programação do primeiro dia encerrou com uma palestra sobre a rentabilidade da propriedade no contexto do Projeto Sistema RS 14, ministrada por Antônio da Luz, da Farsul. 

Desafios fitossanitários 

No segundo dia, a programação teve como foco os desafios fitossanitários, sementes e inovação. Aldo Merotto, da UFRGS, apresentou estratégias para o controle de plantas daninhas em sistemas de produção em terras baixas, abordando resistência de plantas daninhas, recomendações de herbicidas e mecanismos de ação. 

Em seguida, Carlos Mariot, do Irga, apresentou estratégias de controle de plantas daninhas em arroz nos sistemas Convencional, Clearfield e Accase. O tema também foi discutido com os participantes em um espaço para perguntas. Na sequência, o encontro abordou o controle de doenças e pragas.

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